Significado de passionalidade
Explore os principais sentidos da palavra 'passionalidade', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Qualidade ou estado do que é passional; caráter de quem age guiado por paixões.
- s.f.Intensidade emocional ou afetiva; veemência dos sentimentos.
- s.f.(Menos comum) Conjunto das paixões; o domínio ou a esfera das emoções fortes.
Etimologia:
Passionalidade deriva do substantivo "paixão", que vem do latim "passio, passionis", significando sofrimento ou sentimento intenso, acrescido do sufixo "-alidade", que indica qualidade ou estado, formando assim o termo que designa a característica relacionada a paixões ou emoções intensas.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se à predominância das paixões e emoções intensas sobre a razão no comportamento e na tomada de decisões de um indivíduo. Caracteriza um temperamento impulsivo e ardente.
Exemplo: A personagem Romeu, de Shakespeare, é um arquétipo da passionalidade juvenil, agindo de forma precipitada sob o domínio de emoções extremas.
Sentido Sociológico
Descreve a qualidade de relações sociais ou coletividades marcadas por forte carga emocional, onde os vínculos são baseados mais em sentimentos intensos do que em normas ou contratos racionais.
Exemplo: A análise de movimentos sociais ou multidões que atuam por fervor ideológico ou identitário, em contraste com ações calculadas de instituições burocráticas.
Sentido Estético-Artístico
Atributo de obras de arte que buscam expressar ou provocar emoções violentas e sentimentos extremos, como êxtase, dor profunda ou desejo incontrolável, frequentemente associado a correntes como o Romantismo.
Exemplo: As pinturas de Caravaggio, com seus dramáticos contrastes de luz e sombra e cenas de intenso pathos, exemplificam a passionalidade na arte barroca.
Sentido Crítico-Filosófico
Conceito utilizado para analisar a força dos afetos como motor da existência ou da história, em oposição a visões puramente racionalistas ou deterministas.
Exemplo: A filosofia de Spinoza, ao investigar a potência dos afetos (como a cupiditas), oferece uma análise da passionalidade humana como força constitutiva, não apenas como um desvio.
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