Significado de pebrina
Explore os principais sentidos da palavra 'pebrina', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- sf.Doença contagiosa dos bichos-da-seda, causada pelo protozoário *Nosema bombycis*, que se manifesta por manchas escuras na cutícula e leva à morte das larvas.
- sf.Por extensão, qualquer enfermidade similar que afete lepidópteros em criações sericícolas.
- sf.Termo técnico usado em entomologia e sericicultura para designar a infecção por microsporídios do gênero *Nosema*.
Etimologia:
De origem incerta, a palavra "pebrina" possivelmente deriva de "pimenta" ou "pêbra", com o sufixo "-ina", indicando algo relacionado a pequenas manchas ou pontos, remetendo à aparência da doença nas folhas das plantas.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico
Designa a epidemia que devastou a sericicultura europeia no século XIX, especialmente na França e Itália, levando à crise econômica e ao desenvolvimento dos primeiros métodos de microscopia aplicada à patologia de insetos.
Exemplo: Louis Pasteur estudou a pebrina e propôs medidas de controle que salvaram a indústria da seda.
Sentido Econômico
Refere-se ao fator de risco produtivo na cadeia da seda, capaz de causar perdas totais de lotes de casulos e inviabilizar pequenas propriedades rurais.
Exemplo: Em regiões sericícolas do Brasil, a pebrina é monitorada por quarentenas e testes laboratoriais obrigatórios.
Sentido Biológico
Conceito ecológico que descreve a dinâmica parasito-hospedeiro entre o microsporídio e o bicho-da-seda, com transmissão vertical (via ovo) e horizontal (por esporos ingeridos).
Exemplo: A pebrina exemplifica a coevolução entre patógenos intracelulares obrigatórios e seus insetos hospedeiros.
Sentido Metodológico
Modelo de estudo em epidemiologia experimental, usado para demonstrar a transmissão hereditária de doenças infecciosas.
Exemplo: Pasteur utilizou a pebrina como caso paradigmático para provar que agentes patogênicos podem ser transmitidos de geração a geração.
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