Significado de pombalino
Explore os principais sentidos da palavra 'pombalino', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Relativo ao Marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo) ou à sua política.
- adj.Relativo ao estilo arquitetônico pombalino.
- adj.Caracterizado por racionalismo, pragmatismo e centralização administrativa.
- s.m.Indivíduo partidário das ideias ou do governo do Marquês de Pombal.
- adj.Pertencente ou relativo à cidade de Pombal, em Portugal.
Etimologia:
Deriva do substantivo "pombal", que designa uma construção para criação de pombos, acrescido do sufixo "-ino", indicando relação ou pertencimento.
Sinônimos (sentido comum):
arcaico, antigo, tradicional, clássico, velho, obsoleto, retrógrado, antiquado, ultrapassado, arcaizante
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Administrativo
Refere-se às reformas políticas, econômicas e educacionais implementadas pelo Marquês de Pombal durante o reinado de D. José I, marcadas pelo despotismo esclarecido e pela secularização do Estado.
Exemplo: a expulsão dos jesuítas de Portugal e suas colônias em 1759 é uma medida pombalina.
Sentido Arquitetônico e Urbanístico
Designa o estilo de reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755, caracterizado por soluções estruturais anti-sísmicas (a "gaiola pombalina"), padrões estandardizados e um traçado racional das ruas.
Exemplo: os edifícios da Baixa de Lisboa são a expressão máxima da arquitetura pombalina.
Sentido Cultural-Pedagógico
Alude à reforma do sistema de ensino português, que visou substituir o predomínio jesuíta por um ensino laico, utilitário e focado nas ciências naturais e nas disciplinas técnicas.
Exemplo: a criação do Real Colégio dos Nobres e a reforma da Universidade de Coimbra são iniciativas pombalinas.
Sentido Político-Ideológico
Descreve uma postura ou política estatal marcada por um centralismo forte, intervencionismo económico e uma abordagem autoritária e modernizadora, justificada pela razão de Estado.
Exemplo: políticas de fomento industrial monopolista, como a Companhia Geral das Reais Pescarias do Reino do Algarve.
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