Significado de queira
Explore os principais sentidos da palavra 'queira', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- v.Forma do verbo 'querer' no presente do subjuntivo, usada para expressar desejo, vontade ou pedido de forma polida ou hipotética.
- v.Usada em orações subordinadas para indicar uma condição ou finalidade.
- v.Empregada em expressões fixas de cortesia, como 'queira dispor' ou 'queira perdoar'.
- v.Pode indicar uma ordem ou instrução de modo menos direto e mais formal.
- v.Em construções impessoais, expressa um desejo genérico ou uma sugestão.
Etimologia:
"Queira" é a forma do verbo "querer" no presente do subjuntivo, originado do latim "quaerere", que significava originalmente "buscar, procurar", evoluindo semânticamente para "desejar, querer".
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Político
Refere-se à expressão da vontade coletiva ou soberana, frequentemente associada ao conceito de contrato social e legitimidade do poder. É central em discursos sobre representatividade e decisão pública.
Exemplo: Na frase "Queira o povo manifestar sua vontade nas urnas", a palavra evoca a soberania popular como fundamento da ordem democrática.
Sentido Psicológico
Aborda a volição humana, distinguindo entre o desejo consciente ('querer') e as forças inconscientes que moldam a vontade. Envolve a análise da intencionalidade e da autonomia do sujeito.
Exemplo: Em contextos terapêuticos, explorar o que o paciente "queira" verdadeiramente pode revelar conflitos entre desejos manifestos e latentes.
Sentido Jurídico-Contratual
Designa a declaração de vontade essencial para a validade de um ato jurídico, como a celebração de um contrato. Enfatiza a intenção livre e esclarecida das partes.
Exemplo: A cláusula "as partes queiram firmar o presente ajuste" formaliza o consentimento mútuo, base do vínculo obrigacional.
Sentido Filosófico
Examina a natureza do desejo e da vontade como motores da ação humana, relacionando-se a debates sobre livre-arbítrio, ética e a busca pela realização.
Exemplo: Na ética kantiana, a boa vontade age por dever, não pelo que simplesmente se "queira" de forma contingente e interessada.
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