Significado de sarjeta
Explore os principais sentidos da palavra 'sarjeta', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Canaleta ou vala aberta nas laterais de uma rua para escoamento de águas pluviais.
- s.f.Calha ou tubulação situada à beira de calçadas e ruas.
- s.f.Depressão ou rebaixo longitudinal que acompanha o leito viário.
- s.f.Conduto superficial integrante do sistema de drenagem urbana.
- s.f.Espaço rebaixado entre a pista de rolamento e o meio-fio.
Etimologia:
Sarjeta deriva do espanhol "zanja", que significa vala ou sulco, com o acréscimo do sufixo diminutivo "-eta", indicando uma pequena vala ao lado das ruas para escoamento de águas pluviais.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Social
Refere-se à condição de marginalização ou degradação humana extrema. A expressão "cair na sarjeta" descreve uma queda social drástica, associada à pobreza, vício ou exclusão.
Exemplo: O personagem John Utterson, no romance "O Médico e o Monstro", encontra-se na sarjeta moral e social devido aos seus vícios.
Sentido Urbanístico
Designa um elemento técnico essencial da infraestrutura urbana para gestão hídrica. Sua presença ou ausência impacta diretamente a salubridade pública e a resistência da malha viária a enchentes.
Exemplo: Projetos de drenagem sustentável (SUDS) reavaliam o desenho das sarjetas para aumentar a infiltração no solo.
Sentido Metafórico-Valorativo
Simboliza o estado mais baixo ou desprezível em uma hierarquia de valores, qualidade ou reputação. Denota algo considerado sem valor ou profundamente depreciado.
Exemplo: A crítica de arte declarou que "o gosto popular havia caído na sarjeta" ao comentar certas tendências culturais efêmeras.
Sentido Literário-Simbólico
Utilizada como cenário ou símbolo para representar abandono, degradação ou o lado obscuro da sociedade. Funciona como um espaço liminar que evidencia as contradições da vida urbana moderna.
Exemplo: No conto "A Terceira Margem do Rio", de Guimarães Rosa, ambientes marginais como a sarjeta metaforizam o abandono social e existencial.
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