Significado de taimado
Explore os principais sentidos da palavra 'taimado', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que age com astúcia, fingimento ou dissimulação para obter vantagem.
- adj.Que demonstra malícia ou esperteza enganosa.
- adj.(Brasil, informal) Que é travesso, arteiro, mas de forma não maldosa.
- s.m.Indivíduo que possui as características de astúcia e dissimulação.
- s.m.(Brasil, informal) Pessoa esperta, viva, que se sai bem em situações.
Etimologia:
Taimado deriva do latim tardivus, que significa "lento" ou "tardio", tendo evoluído no português para designar alguém astuto, sagaz, que age com cautela e discernimento.
Sinônimos (sentido comum):
astuto, esperto, sagaz, perspicaz, ardiloso, manhoso, malandro, astucioso, habilidoso, inteligente
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Social
Refere-se a uma estratégia de adaptação ou sobrevivência em contextos de desigualdade ou competição, onde a dissimulação é vista como um recurso para ascender ou se proteger.
Exemplo: Em narrativas sobre a formação social brasileira, como em "O Cortiço" de Aluísio Azevedo, personagens usam a astúcia (ser taimado) para superar obstáculos em um ambiente hostil.
Sentido Psicológico
Descreve um traço de personalidade caracterizado pela capacidade de ocultar intenções e emoções reais, operando com um cálculo racional das interações.
Exemplo: Um indivíduo que, em um ambiente de trabalho competitivo, deliberadamente omite informações para manter uma vantagem estratégica sobre colegas.
Sentido Literário-Folclórico
Figura arquetípica do trickster, o personagem astuto que desafia normas e autoridades usando a inteligência e a lábia, não a força, servindo como motor da trama.
Exemplo: Pedro Malasartes, personagem do folclore luso-brasileiro, é o taimado clássico que engana figuras poderosas como reis e demônios com seus ardís.
Sentido Ético-Filosófico
Aborda a ambiguidade moral da astúcia, situando-a no espectro entre a virtude da prudência e o vício da má-fé, questionando os limites da honestidade nas ações humanas.
Exemplo: O debate filosófico sobre se a "astúcia da razão" (Hegel) ou a "vontade de poder" (Nietzsche) justificam atos de dissimulação para alcançar um fim considerado maior.
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