Significado de tanchoeira

Explore os principais sentidos da palavra 'tanchoeira', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.f.Planta da família das Rubiáceas, gênero *Coutarea*, de porte arbustivo, nativa do Brasil.
  • s.f.Vasilha de barro ou metal, de formato cilíndrico e boca larga, usada para cozinhar ou armazenar líquidos.
  • s.f.Regionalismo (Nordeste do Brasil): recipiente para servir água ou cachaça em festas populares.
  • s.f.Denominação popular para a flor da referida planta, de cor branca ou rosada, usada em arranjos rústicos.
  • s.f.Termo técnico em botânica: designação específica para a espécie *Coutarea hexandra*.

Etimologia:

De origem desconhecida.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Botânico

A tanchoeira é uma espécie arbustiva de ocorrência em matas ciliares e cerrados brasileiros, reconhecida por suas propriedades medicinais (uso popular como antitérmico e cicatrizante).

Exemplo: Em comunidades rurais do Maranhão, a decocção da casca da tanchoeira é empregada no tratamento de feridas.

Sentido Etnográfico

No contexto das festas juninas nordestinas, a tanchoeira designa o recipiente de barro onde se serve a quentão ou a cachaça, funcionando como símbolo de hospitalidade e tradição comunitária.

Exemplo: No arraial de Caruaru, a tanchoeira é passada de mão em mão entre os dançadores de forró.

Sentido Econômico

A tanchoeira (vasilha) é um item artesanal produzido por oleiros do interior de Pernambuco e Paraíba, comercializado em feiras de artesanato como utensílio doméstico e objeto decorativo, gerando renda para famílias de baixa renda.

Exemplo: Cada tanchoeira de barro vidrado pode custar entre 15 e 30 reais em feiras de Caruaru.

Sentido Literário

Na obra de João Cabral de Melo Neto, a tanchoeira aparece como metonímia da cultura sertaneja, associada à secura e à resistência do homem nordestino, em poemas que descrevem o cotidiano das casas de taipa.

Exemplo: No poema “O Cão sem Plumas”, a tanchoeira vazia evoca a escassez de água no agreste.

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