Significado de ultraliberalismo
Explore os principais sentidos da palavra 'ultraliberalismo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Doutrina econômica e política que defende a máxima redução da intervenção do Estado na economia, priorizando a liberdade individual de mercado, a desregulamentação financeira e a privatização de serviços públicos.
Etimologia:
Ultraliberalismo é formado pelo prefixo "ultra-", do latim "ultra" que significa "além de", e "liberalismo", derivado do latim "liberalis", relativo à liberdade, referindo-se a uma doutrina que defende a liberdade econômica em grau extremo.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Econômico
Designa uma corrente do liberalismo que radicaliza os princípios de livre mercado, defendendo cortes drásticos de impostos, eliminação de barreiras comerciais e redução do Estado ao mínimo necessário para garantir contratos e propriedade.
Exemplo: A aplicação de políticas de austeridade fiscal na Argentina dos anos 1990, sob influência de economistas formados na Escola de Chicago.
Sentido Político
Refere-se a uma posição ideológica que associa liberdade econômica irrestrita à defesa de valores conservadores em temas sociais, como família e moral, formando alianças entre setores do capital financeiro e grupos religiosos.
Exemplo: A coalizão entre think tanks libertários e evangélicos no Brasil durante a campanha eleitoral de 2018.
Sentido Histórico
Corresponde ao movimento intelectual e político surgido no século XX, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, como reação ao keynesianismo e ao Estado de bem-estar social, consolidado nas obras de Friedrich Hayek e Milton Friedman.
Exemplo: A implementação das reformas de Margaret Thatcher no Reino Unido, a partir de 1979, com privatizações em massa e enfraquecimento dos sindicatos.
Sentido Crítico
Utilizado por opositores para descrever uma ideologia que, na prática, concentra riqueza e poder nas mãos de elites econômicas, ao mesmo tempo que desmantela redes de proteção social e amplia desigualdades.
Exemplo: A crítica de Thomas Piketty em "O Capital no Século XXI", ao apontar que a desregulamentação financeira favorece a acumulação hereditária de capital.
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