Significado de bulímico
Explore os principais sentidos da palavra 'bulímico', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Relativo à bulimia ou a quem sofre de bulimia.
- adj.Que apresenta características ou comportamentos típicos da bulimia.
- s.m.Indivíduo que sofre de bulimia.
- s.f.Indivíduo do sexo feminino que sofre de bulimia.
Etimologia:
Bulímico deriva do grego "boulímos", que significa "voraz" ou "fome insaciável", formado por "bous" (boi) e "limos" (fome), referindo-se originalmente a uma fome intensa e descontrolada.
Sinônimos (sentido comum):
compulsivo, voraz, glutão, guloso, comilão, esfomeado, faminto, insaciável, devorador, exagerado
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Clínico-Psicológico
Refere-se ao diagnóstico e sintomatologia do transtorno alimentar caracterizado por episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios inadequados para evitar o ganho de peso. O exemplo concreto é o critério diagnóstico para Bulimia Nervosa no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).
Sentido Social-Metafórico
Usado para descrever um consumo ou apetite insaciável e compulsivo por algo não alimentar, como informações, bens materiais ou atenção. Um exemplo é a crítica a uma "sociedade bulímica" que consome e descarta produtos e notícias de forma acelerada e pouco reflexiva.
Sentido Literário-Simbólico
Na arte e na literatura, pode representar um vazio existencial, uma ânsia de preencher um vazio interior ou uma luta contra demônios internos, onde a comida atua como símbolo. Um exemplo é a personagem Esther Greenwood no romance "A Redoma de Vidro", de Sylvia Plath, cuja relação com a comida reflete sua crise identitária.
Sentido Econômico-Comportamental
Aplica-se para descrever padrões econômicos ou de mercado caracterizados por fases de consumo excessivo e descontrolado, seguidas de "purga" ou contração brusca. Um exemplo é a análise de ciclos de especulação financeira, onde há uma ingestão de risco desmedida seguida de uma correção violenta do mercado.
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