Significado de candeeiro de breu
Explore os principais sentidos da palavra 'candeeiro de breu', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Objeto de iluminação antigo, alimentado por óleo de baleia (breu) ou outro combustível semelhante.
- s.m.Candeeiro portátil, geralmente de metal, com um depósito para o combustível e um bico para a mecha.
- s.m.Por extensão, qualquer candeeiro antigo de óleo, independentemente do combustível específico.
- s.m.Designação arcaica para um tipo de luminária de azeite ou petróleo.
Etimologia:
Candeeiro de breu é uma expressão composta onde "candeeiro" deriva do latim "candēlārium", que significa objeto para sustentar vela ou luz, e "breu" vem do latim "bryum", referente a uma resina ou substância pegajosa usada para impermeabilizar ou como combustível em lâmpadas antigas.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico
Refere-se a um objeto de iluminação doméstica e pública comum antes da eletrificação, representando uma tecnologia específica de iluminação do século XIX e início do XX.
Exemplo: Nas descrições de Eça de Queirós, os candeeiros de breu iluminavam as ruas e os interiores burgueses de Lisboa.
Sentido Simbólico-Literário
Na literatura, funciona como símbolo de uma atmosfera opressiva, de mistério ou de um passado obscuro e quase esquecido.
Exemplo: Em "A Ilustre Casa de Ramires", de Eça de Queirós, o candeeiro de breu contribui para a ambientação de um ambiente decadente e parado no tempo.
Sentido Sociológico
Representa um marcador de estratificação social e de condições de vida, distinguindo os lares com iluminação moderna (elétrica ou a gás) daqueles que permaneciam com tecnologias mais antigas, fumarentas e menos eficientes.
Exemplo: A persistência do candeeiro de breu numa casa no início do século XX indicava menor poder aquisitivo ou conservadorismo.
Sentido Patrimonial
Objeto museológico que integra coleções de história da tecnologia, do quotidiano ou de arte decorativa, testemunhando a evolução dos sistemas de iluminação e os hábitos domésticos.
Exemplo: É um item comum em museus etnográficos e de história local, como o Museu Nacional de Etnologia em Lisboa.
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