Significado de dissimuladora
Explore os principais sentidos da palavra 'dissimuladora', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que dissimula, que esconde ou oculta suas verdadeiras intenções, sentimentos ou caráter.
- adj.Que age com fingimento, falsidade ou hipocrisia.
- s.f.Mulher que dissimula; pessoa do sexo feminino que age com dissimulação.
Etimologia:
A palavra "dissimuladora" deriva do latim "dissimulare", que significa "ocultar, disfarçar", formado pela junção do prefixo "dis-" (separação, negação) e "simulare" (fingir, imitar).
Sinônimos (sentido comum):
fingida, falsa, hipócrita, enganadora, mascarada, oculta, disfarçada, reservada, astuta, manipuladora
Antônimos (sentido comum):
sincera, franca, aberta, honesta, transparente, clara, direta, genuína, verdadeira, autêntica
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um traço de personalidade ou mecanismo de defesa no qual o indivíduo mascara sistematicamente seus pensamentos e emoções reais, muitas vezes como estratégia de adaptação a ambientes percebidos como hostis ou para obter vantagem.
Exemplo: Na psicanálise, a dissimulação pode ser analisada como uma forma de resistência durante a terapia.
Sentido Social-Comportamental
Descreve uma performance social onde a aparência e as ações são calculadas para criar uma impressão específica e favorável, desviando-se da genuinidade. É uma prática observada em contextos que exigem conformidade ou onde a sinceridade é penalizada.
Exemplo: Um cortesão na corte do Rei Luís XIV, que precisava dominar a arte da dissimulação para sobreviver às intrigas palacianas.
Sentido Literário-Dramatúrgico
Designa um arquétipo ou personagem cuja ação narrativa é impulsionada pela duplicidade e pelo segredo, servindo como motor para conflitos e reviravoltas na trama.
Exemplo: Iago, na tragédia "Otelo" de Shakespeare, é o dissimulador arquetípico, que destrói o protagonista através de insinuações e falsa lealdade.
Sentido Ético-Filosófico
Aborda a moralidade do ato de ocultar a verdade, situando-se no debate entre autenticidade e conveniência, e entre integridade e utilidade. Pode ser considerado um vício para algumas correntes éticas, enquanto para outras é uma ferramenta pragmática.
Exemplo: A discussão sobre a "mentira nobre" (ou mentira piedosa) na filosofia política de Platão.
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