Significado de estupeficar
Explore os principais sentidos da palavra 'estupeficar', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- v.t.Causar estupefação, deixar pasmo ou atônito.
- v.t.(Medicina, arcaico) Produzir torpor ou insensibilidade, como um anestésico.
- v.t.(Por extensão) Causar grande admiração ou espanto, maravilhar.
Etimologia:
Estupeficar deriva do latim vulgar extupificāre, formado pela junção do prefixo ex- com o verbo tupi tupíficare, que significa deixar atônito, combinado com o sufixo -ficar, que indica causar um estado ou condição.
Sinônimos (sentido comum):
assombrar, surpreender, maravilhar, impressionar, espantar, pasmar, aturdir, chocar, abismar
Antônimos (sentido comum):
esclarecer, tranquilizar, acalmar, confortar, animar, descontrair, elucidar, sossegar, iluminar, despertar
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se ao estado de suspensão temporária das faculdades cognitivas e emocionais diante de um estímulo inesperado e avassalador. É uma reação que paralisa a capacidade de reação imediata.
Exemplo: a expressão de estupefação no rosto de testemunhas ao presenciarem um evento traumático ou extraordinário.
Sentido Sociológico
Descreve o efeito de políticas, discursos ou tecnologias que, ao invés de promover reflexão crítica, induzem a população a um estado de passividade e aceitação acrítica.
Exemplo: a análise de como certos meios de comunicação de massa podem estupefazer o público com um excesso de informações superficiais ou sensacionalistas.
Sentido Literário e Retórico
Figura ou recurso estilístico que busca provocar no leitor ou ouvinte um espanto profundo, servindo como clímax narrativo ou ênfase argumentativa.
Exemplo: o uso do termo por Machado de Assis em "Memórias Póstumas de Brás Cubas" para descrever o impacto de uma revelação crucial sobre um personagem.
Sentido Farmacológico-Histórico
Remete ao uso histórico de substâncias (como ópio ou certos elixires) com o propósito declarado de induzir um estado de torpor, insensibilidade ou sono profundo, antes do desenvolvimento da anestesiologia moderna.
Exemplo: os relatos do uso de preparados à base de mandrágora ou outras plantas para "estupeficar" pacientes antes de procedimentos cirúrgicos rudimentares.
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