Significado de iniquidade
Explore os principais sentidos da palavra 'iniquidade', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Ação ou comportamento profundamente injusto e contrário à moral.
- s.f.Característica do que é iníquo; maldade extrema.
- s.f.Ausência de equidade; injustiça flagrante.
- s.f.(Religião) Estado de pecado grave; afastamento da lei divina.
- s.f.Qualidade do que é perverso ou cruel.
Etimologia:
A palavra "iniquidade" procede do latim iniquĭtas, -ātis, formada pelo prefixo in- (não) e a raiz aequus (justo, igual), significando literalmente "falta de equidade" ou "injustiça".
Sinônimos (sentido comum):
injustiça, maldade, perversidade, crueldade, corrupção, imoralidade, desonestidade, malefício, pecado
Antônimos (sentido comum):
justiça, equidade, retidão, moralidade, honestidade, integridade, correção, imparcialidade, virtude, probidade
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Teológico
Refere-se ao estado de pecado que separa o ser humano de Deus, representando uma transgressão moral e espiritual. No Antigo Testamento, a iniquidade é frequentemente associada à idolatria e à quebra da aliança divina, como exemplificado na narrativa do bezerro de ouro no Êxodo.
Sentido Jurídico-Social
Designa violações graves da justiça que corroem o tecido social e institucional. Corresponde a atos de corrupção sistêmica ou abuso de poder que distorcem o ordenamento jurídico, como esquemas de propina que desviam recursos públicos em larga escala.
Sentido Psicológico-Existencial
Caracteriza uma inclinação interna e voluntária para o mal, consciente e repetitiva, que vai além de um mero equívoco. Pode ser observada na literatura no personagem Iago, de "Otelo", que articula um ódio e uma maldade sem motivação aparente, apenas pela perversidade.
Sentido Filosófico-Moral
Representa o desequilíbrio radical na ordem ética, onde a vontade humana deliberadamente escolhe o mal, corrompendo a noção de bem comum. Na "República" de Platão, a iniquidade é analisada como uma doença da alma, onde as partes psíquicas não estão harmonizadas sob a razão.
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