Significado de malévolos
Explore os principais sentidos da palavra 'malévolos', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que tem ou demonstra má vontade, intenção de prejudicar.
- adj.Que possui índole perversa, propensão ao mal.
- adj.Que é malicioso, mal-intencionado.
- adj.Que causa dano ou sofrimento de forma intencional.
- adj.Relativo a ou próprio de quem age com maldade.
Etimologia:
A palavra "malévolos" deriva do latim "malevolus", composto por "male", que significa "mal", e "volus", relacionado a "vultus", que quer dizer "vontade" ou "desejo", indicando alguém que deseja o mal ou tem intenções maléficas.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a uma disposição de caráter ou traço de personalidade marcado pela intenção consciente de causar dano, sofrimento ou prejuízo a outros, muitas vezes associado a uma falta de empatia. Um exemplo é o personagem Iago, de Otelo, de Shakespeare, que arquiteta a ruína do protagonista por pura malícia e inveja.
Sentido Social
Descreve ações ou discursos coletivos que visam marginalizar, difamar ou causar prejuízo a um grupo, classe ou indivíduo dentro de uma dinâmica de poder. Um exemplo concreto é a propagação de discursos de ódio e calúnias contra minorias com o objetivo de incitar a discriminação e a violência.
Sentido Literário-Fantástico
Designa entidades, criaturas ou forças personificadas cuja natureza intrínseca e propósito são o exercício do mal, frequentemente em oposição a forças benévolas. Exemplo são os Nazgûl, os Espectros do Anel em O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, servos malignos do Senhor do Escuro.
Sentido Filosófico-Moral
Enquadra-se na discussão sobre a natureza do mal, questionando se uma ação ou ser pode ser intrinsecamente mau, isto é, se a maldade pode ser uma qualidade essencial e não apenas um ato circunstancial. A figura de Satã no Paraíso Perdido, de John Milton, é frequentemente analisada sob esta ótica, como uma encarnação do princípio do mal.
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