Significado de pombalesco
Explore os principais sentidos da palavra 'pombalesco', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Relativo ou pertencente ao Marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo).
- adj.Característico da política, administração ou estilo do Marquês de Pombal.
- adj.Referente ao período pombalino (1750-1777) em Portugal.
- adj.Que possui a marca do despotismo esclarecido típico da governação de Pombal.
- adj.Diz-se da arquitetura ou urbanismo desenvolvidos sob a sua influência, como a reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755.
Etimologia:
A palavra "pombalesco" deriva do substantivo "pombal", que vem do latim vulgar pumĭtalĭs, relacionado a "pomo" (fruto), referindo-se originalmente a um local onde se criam pombos, com o sufixo "-esco", que indica semelhança ou relação.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico
Refere-se ao período e às reformas do Marquês de Pombal, primeiro-ministro de Portugal no século XVIII, marcado pelo centralismo estatal, secularização e modernização administrativa.
Exemplo: A expulsão dos jesuítas em 1759 é uma medida pombalesca por excelência.
Sentido Arquitetônico-Urbanístico
Descreve o estilo de reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755, caracterizado por planeamento racional, traçado geométrico, fachadas uniformes e resistência sísmica.
Exemplo: A Baixa Pombalina, com suas ruas ortogonais e edifícios com estrutura de gaiola pombalina.
Sentido Político-Administrativo
Alude a um modelo de governo centralizador, autoritário e reformista, que atua com pragmatismo para fortalecer o Estado e a economia, muitas vezes confrontando poderes estabelecidos.
Exemplo: A criação de companhias monopolistas para o comércio, como a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro.
Sentido Educacional
Relacionado às reformas do sistema de ensino promovidas por Pombal, que visavam secularizar a educação, colocá-la sob controle estatal e privilegiar o ensino das ciências e das disciplinas úteis ao Estado.
Exemplo: A reforma da Universidade de Coimbra em 1772, que substituiu o método escolástico.
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