Significado de progne
Explore os principais sentidos da palavra 'progne', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Nome próprio de uma personagem da mitologia greco-romana, filha de Pandião, rei de Atenas, e irmã de Filomela.
- s.f.Nome científico de um gênero de aves da família Hirundinidae, que inclui andorinhas e andorinhões.
- s.f.Nome de um asteróide (194 Prokne) descoberto em 1879.
Etimologia:
Progne vem do latim científico Progne, nome de um gênero de aves da família Hirundinidae, que por sua vez deriva do grego prógnē, significando andorinha.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Mitológico
Refere-se à personagem trágica da mitologia grega, transformada em andorinha. Sua história, narrada por Ovídio nas Metamorfoses, envolve vingança, violência e mutação, simbolizando o luto e a transformação a partir do sofrimento extremo.
Exemplo: Na tragédia Tereu, de Sófocles (perdida), o destino de Progne e sua irmã Filomela era o tema central.
Sentido Taxonômico-Zoológico
Designa um gênero de aves passeriformes, utilizado como categoria de classificação biológica. Este sentido é puramente técnico e empregado no contexto da sistemática e ornitologia para agrupar espécies com características morfológicas e genéticas comuns.
Exemplo: A andorinha-do-mar-árctica pertence ao gênero Sterna, não ao Progne, ilustrando a especificidade da nomenclatura.
Sentido Astronômico
Identifica um corpo celeste específico no cinturão de asteroides, catalogado com um número. Este uso demonstra a prática de nomear objetos astronômicos com figuras da mitologia clássica, deslocando o termo para um contexto científico e espacial.
Exemplo: O asteroide 194 Prokne orbita o Sol entre Marte e Júpiter, sendo estudado por suas propriedades físicas.
Sentido Literário-Simbólico
Funciona como uma referência cultural ou alusão poética que evoca os temas mitológicos de violação, silêncio forçado e metamorfose. É utilizado em obras literárias ou análises críticas para conectar uma narrativa contemporânea a arquétipos clássicos de trauma e redenção.
Exemplo: Em The Waste Land, T.S. Eliot referencia "Philomel" para evocar violência e arte, sendo Progne parte indissociável dessa alusão mitológica.
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