Significado de regueirão
Explore os principais sentidos da palavra 'regueirão', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Regueirão: sulco ou canal estreito e alongado, aberto no solo para condução de água, especialmente para irrigação.
- s.m.Regueirão: pequeno rego ou vala rasa, de traçado irregular, formado pelo escoamento natural da água da chuva.
- s.m.Regueirão: (Regionalismo, Portugal) filete de água corrente, de pequeno caudal, que corre por esse sulco.
- s.m.Regueirão: (Por extensão) qualquer depressão linear e pouco profunda no terreno, que funcione como dreno superficial.
- s.m.Regueirão: (Agricultura) cada uma das linhas de plantio em que a água é distribuída por gravidade.
Etimologia:
Regueirão deriva do latim vulgar rigare, que significa "regar", acrescido do sufixo aumentativo -eirão, indicando um canal ou vala destinada à irrigação ou escoamento de água.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Geográfico
Designa uma feição elementar do relevo, de origem erosiva, que canaliza o escoamento pluvial difuso. Em áreas rurais, o regueirão é frequentemente o primeiro estágio de formação de uma ravina.
Exemplo: “O regueirão aberto pela enxurrada cortava a encosta do morro.”
Sentido Agronômico
Refere-se à técnica de irrigação por sulcos, onde o regueirão é o canal raso que conduz a água entre as fileiras de cultivo. É um método de baixo custo, mas que exige manutenção constante para evitar perdas por infiltração.
Exemplo: “O agricultor abriu regueirões paralelos para irrigar o milharal.”
Sentido Hidrológico
Corresponde a um microcanal de drenagem natural, com fluxo intermitente, que contribui para a recarga de aquíferos superficiais. Sua presença indica áreas de concentração de escoamento em bacias hidrográficas de pequena ordem.
Exemplo: “O regueirão só apresentava água corrente durante a estação chuvosa.”
Sentido Toponímico
Utilizado como elemento na formação de nomes de lugares, especialmente em Portugal e no Brasil, designando sítios, propriedades ou acidentes geográficos associados a cursos d’água efêmeros.
Exemplo: “A fazenda do Regueirão ficava próxima à antiga estrada de ferro.”
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