Significado de tola
Explore os principais sentidos da palavra 'tola', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que demonstra falta de juízo ou inteligência; insensato.
- adj.Que age com ingenuidade excessiva; crédulo.
- s.f.Pessoa que age de modo irrefletido ou imprudente.
- adj.Desprovido de valor ou importância; fútil.
- adj.Que causa pena ou desprezo por sua falta de astúcia.
Etimologia:
A palavra "tola" vem do latim vulgar tola, variante de tola, que significa "boba" ou "insensata", derivada possivelmente do latim clássico stultus, que significa "tolo" ou "estúpido".
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um estado de ingenuidade ou falta de crítica que pode ser explorado. É uma característica associada à vulnerabilidade cognitiva ou emocional, onde a pessoa não percebe riscos ou intenções alheias.
Exemplo: Na parábola bíblica, a virgem tola (Mateus 25:1-13) não se prepara e fica sem óleo para a lâmpada, simbolizando a falta de previdência.
Sentido Social
Designa um comportamento que desvia das normas de astúcia e esperteza valorizadas em certos contextos, podendo ser associado à candura ou à falta de malícia. Em grupos, ser 'tolo' é frequentemente um estigma que marginaliza o indivíduo visto como incapaz de jogos sociais complexos.
Exemplo: Nas comédias de Shakespeare, como "Much Ado About Nothing", o personagem Dogberry é tratado como tolo por sua incompetência e falta de perceção social.
Sentido Filosófico
Na tradição filosófica, a tolice é contraposta à sabedoria, representando uma vida não examinada ou guiada por opiniões irrefletidas. Pode ser vista como uma renúncia à autonomia do pensamento.
Exemplo: O filósofo Sêneca, em "Sobre a Brevidade da Vida", argumenta que o tolo é aquele que se deixa arrastar pelas ocupações vazias sem dedicar tempo à reflexão.
Sentido Literário-Simbólico
O tolo ou bobo assume, em algumas narrativas, o papel de quem, sob a aparência da insensatez, revela verdades cruas que os sábios não ousam dizer. Esta figura transcende a mera falta de inteligência, funcionando como um dispositivo de crítica social.
Exemplo: O bobo da corte, como Yorick em "Hamlet" ou o Fool no "Rei Lear" de Shakespeare, usa sua posição de 'tolo' para falar verdades amargas ao poder.
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