Significado de cancro
Explore os principais sentidos da palavra 'cancro', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Doença oncológica caracterizada pelo crescimento celular descontrolado e invasivo.
- s.m.Tumor maligno com potencial para metastizar.
- s.m.(Portugal) Designação comum para carcinoma, especialmente o de pele.
- s.m.(Zoologia) Nome vulgar de um caranguejo (espécie *Cancer pagurus*).
- s.m.(Figurado) Fenômeno social ou moral que corrói ou destrói progressivamente.
Etimologia:
A palavra "cancro" provém do latim "cancer, -cri", que significa literalmente "caranguejo", devido à semelhança entre as veias dilatadas ao redor de um tumor e as patas do animal.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Médico-Oncológico
Refere-se a um grupo de doenças caracterizadas pela divisão celular anormal e incontrolada, com capacidade de invadir outros tecidos. O termo é frequentemente usado como sinónimo de neoplasia maligna.
Exemplo: O diagnóstico de cancro da mama implica a avaliação do estadio da doença para definir o tratamento.
Sentido Social-Metafórico
Descreve um problema ou fenómeno social que se alastra de forma insidiosa e destrutiva, corrompendo instituições ou o tecido social. Este uso enfatiza a natureza invasiva e corruptora da condição.
Exemplo: A corrupção sistémica foi descrita como um cancro a minar os alicerces do Estado de direito.
Sentido Literário-Simbólico
Na literatura, pode simbolizar a decadência interior, um segredo inconfessável que consome o personagem, ou a inevitabilidade de um destino trágico. Representa frequentemente a deterioração física e moral.
Exemplo: Em "A Morte de Ivan Ilitch" de Tolstói, a doença progressiva do protagonista funciona como um símbolo da sua crise existencial.
Sentido Económico
Designa uma atividade ou setor económico que, embora lucrativo para alguns, é considerado prejudicial para a sociedade ou para a economia a longo prazo, drenando recursos sem gerar benefícios colectivos.
Exemplo: Alguns economistas referem-se a bolhas especulativas recorrentes como um cancro na economia real.
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