Significado de corvo
Explore os principais sentidos da palavra 'corvo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Ave de médio a grande porte, da família Corvidae, geralmente de plumagem preta e brilhante.
- s.m.Designação comum a várias espécies do gênero *Corvus*, como o corvo-comum (*Corvus corax*).
- s.m.(Por extensão) Indivíduo de qualquer espécie da família dos corvídeos (gralhas, gaios, etc.).
- s.m.(Figurado, pejorativo) Pessoa que traz más notícias ou presságios funestos.
- s.m.(Heráldica) Figura de ave negra, de asas abertas ou fechadas, usada como brasão.
Etimologia:
"Corvo" vem do latim "corvus", que designa o mesmo tipo de ave, mantendo a raiz indoeuropeia *ker- relacionada a sons roufenhos.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Simbólico-Cultural
O corvo é um arquétipo carregado de significados ambíguos, associado à morte, ao sobrenatural e à sabedoria em diversas culturas. Na mitologia nórdica, Huginn e Muninn são corvos de Odin que personificam o pensamento e a memória. No poema "O Corvo" de Edgar Allan Poe, a ave simboliza a perda e o luto obsessivo.
Sentido Ecológico-Científico
Na ecologia, corvos são reconhecidos como espécies-chave e indicadores de saúde ambiental, devido à sua inteligência, adaptabilidade e papel como necrófagos. Estudos em cognição animal, como os de Bernd Heinrich, demonstram suas capacidades avançadas de resolução de problemas e uso de ferramentas.
Sentido Político-Ideológico
O termo foi utilizado como símbolo e alcunha em contextos políticos. O "Corvo" foi o nome de um influente jornal anarquista publicado em Portugal no século XIX. Na política brasileira, "corvo" tornou-se um termo pejorativo para designar um informante ou delator dentro de um grupo.
Sentido Artístico-Literário
Na arte e literatura, o corvo transcende sua definição zoológica para se tornar um motivo estético e personagem literário autônomo. Além do poema de Poe, aparece como elemento visual central em pinturas simbolistas e na série de gravuras "A Rocha dos Corvos" de Caspar David Friedrich, evocando solidão e introspecção.
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