Significado de graúna
Explore os principais sentidos da palavra 'graúna', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Ave passeriforme da família Icteridae (Gnorimopsar chopi), de plumagem preta e canto melodioso, comum no Brasil.
- s.f.Nome popular de outras aves de cor escura, como o melro (Turdus spp.).
- s.f.[Regionalismo, Nordeste] Designação afetiva ou carinhosa para uma pessoa morena ou de pele escura.
- s.f.[Literatura] Título de um poema de João Cabral de Melo Neto, publicado em 1955.
- s.f.[Literatura] Personagem-título do romance "A Moreninha" (1844), de Joaquim Manuel de Macedo.
Etimologia:
De origem indígena, possivelmente do tupi guarani, a palavra "graúna" designa uma ave negra da família dos corvídeos, comum no Brasil.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Zoológico
Refere-se especificamente à espécie Gnorimopsar chopi, um pássaro conhecido por seu canto complexo e capacidade de imitar outros sons. É objeto de estudo da ornitologia por seu comportamento social e adaptação a ambientes urbanos e rurais.
Exemplo: A graúna é frequentemente avistada em pastagens e áreas abertas do Centro-Oeste e Nordeste do Brasil.
Sentido Cultural-Regional
No Nordeste brasileiro, a palavra é usada como um apelido carinhoso ou termo de identidade, associado à cor da pele morena ou negra, carregando uma conotação de afeto e pertencimento.
Exemplo: Na música "Asa Branca", Luiz Gonzaga canta "A voltei, minha graúna, porque não pude resistir", dirigindo-se à amada.
Sentido Literário-Simbólico
No poema "Graúna" de João Cabral de Melo Neto, a ave transcende sua definição zoológica para se tornar um símbolo da seca, da resistência e da aspereza do sertão nordestino, representando uma existência marcada pela luta contra o ambiente hostil.
Exemplo: No poema, a graúna é descrita como "ave de carvão" que "canta de galho em galho a seca".
Sentido Histórico-Literário
Refere-se à personagem Carolina, apelidada de "Graúna", no romance "A Moreninha" (1844), de Joaquim Manuel de Macedo, obra fundadora do Romantismo brasileiro. O apelido, derivado da cor de seus cabelos, fixa-se na tradição literária nacional como um marco da representação da mulher e dos costumes do século XIX.
Exemplo: A personagem Graúna é a heroína romântica cuja história de amor é central no enredo do romance.
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