Significado de cuité
Explore os principais sentidos da palavra 'cuité', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m. 1.Objeto de cerâmica, geralmente de forma arredondada, usado para cozinhar ou armazenar alimentos.
- s.m. 2.Recipiente de barro, panela de barro.
- s.m. 3.Vasilha de argila utilizada tradicionalmente na culinária nordestina brasileira.
- s.m. 4.Utensílio doméstico artesanal, feito por oleiros.
- s.m. 5.Nome comum dado a um tipo específico de panela de barro, muitas vezes sem alças.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sinônimos (sentido comum):
problema, dificuldade, apuro, aperto, enrascada, situação, contratempo, complicação, embaraço, desventura
Antônimos (sentido comum):
alegria, felicidade, sucesso, prosperidade, sorte, bem-estar, contentamento, vitória, fortuna, satisfação
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Antropológico
Refere-se a um artefato material fundamental na cultura alimentar e nas práticas domésticas de comunidades tradicionais, especialmente no Nordeste do Brasil, representando técnicas ancestrais de olaria e modos de vida.
Exemplo: o cuité é peça-chave na museologia de acervos etnográficos que documentam a vida sertaneja.
Sentido Socioeconômico
Designa um produto da economia artesanal e de subsistência, cuja produção e comercialização sustentam redes locais de oleiros e feirantes, inserindo-se em cadeias produtivas informais.
Exemplo: a venda de cuités nas feiras livres do interior da Paraíba ou do Ceará.
Sentido Culinário-Gastronômico
Denomina um utensílio específico cujo material (barro) confere características particulares aos alimentos nele preparados, influenciando sabores e texturas, sendo valorizado na cozinha tradicional.
Exemplo: o preparo de um ensopado de carneiro em um cuité de barro é considerado superior em sabor ao feito em panela de metal.
Sentido Simbólico-Cultural
Atua como um ícone ou metonímia da simplicidade, da rusticidade e das raízes culturais nordestinas, frequentemente evocado em discursos sobre identidade regional e memória afetiva.
Exemplo: a representação do cuité na literatura de cordel ou em pinturas naïf que retratam a vida no sertão.
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