Significado de iracunda
Explore os principais sentidos da palavra 'iracunda', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que sente ou demonstra ira, raiva intensa e violenta.
- adj.Que está enfurecido, colérico.
- adj.Que denota ou expressa fúria, seja no tom, atitude ou aspecto.
- adj.Propenso a ataques de cólera, irascível.
- adj.(Por extensão) Que tem caráter violento ou tempestuoso, como um fenômeno natural.
Etimologia:
"Iracunda" deriva do latim "iracundus", que significa "propenso à ira", formado a partir de "ira", que significa "raiva" ou "ira", e o sufixo "-undus", indicativo de tendência ou propensão.
Sinônimos (sentido comum):
irritada, furiosa, zangada, enfurecida, colérica, irada, revolta, alterada, exasperada, indignada
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um estado emocional intenso de raiva, caracterizado por alta excitação fisiológica e potencial perda de controle. Distingue-se da irritação comum por sua maior intensidade e duração.
Exemplo: Na psicanálise, a ira reprimida e não resolvida (iracundia) é vista como fonte de diversos conflitos psíquicos.
Sentido Literário e Retórico
Designa um tom, estilo ou personagem marcado pela fúria e veemência, usado como recurso para conferir dramaticidade ou criticar algo.
Exemplo: Nos sermões do padre Antônio Vieira, encontram-se passagens iracundas contra a corrupção dos colonos, utilizando a ira como instrumento de persuasão moral.
Sentido Jurídico e Social
No contexto legal, pode atenuar ou agravar a responsabilidade por um ato, dependendo se a ira foi considerada uma provocação súbita e violenta (emoção da ira) ou um estado premeditado.
Exemplo: Um crime passional pode ser julgado considerando o estado iracundo do agente no momento do fato, diferenciando-o de um assassinato com frieza.
Sentido Filosófico-Moral
Na tradição filosófica e teológica, a iracúndia é frequentemente analisada como um vício ou paixão desordenada que perturba o juízo e afasta a virtude da justiça equilibrada.
Exemplo: Para Tomás de Aquino, a ira pode ser pecaminosa quando desproporcional ou direcionada a uma vingança injusta, opondo-se à virtude da mansidão.
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