Significado de nomo
Explore os principais sentidos da palavra 'nomo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Palavra de origem grega (νόμος) que significa lei, norma ou costume estabelecido.
- s.m.Regra ou princípio que rege a conduta de um grupo em determinado contexto.
- s.m.Na filosofia grega, convenção humana oposta à physis (natureza).
- s.m.Título de governador no Egito antigo (ex: nomarca).
- s.m.Divisão territorial administrativa no Egito antigo.
Etimologia:
De origem grega, do termo νόμος (nómos), que significa "lei" ou "costume".
Sinônimos (sentido comum):
norma, regra, preceito, lei, regulamento, estatuto, decreto, ordenança, diretriz, princípio
Antônimos (sentido comum):
anomalia, desordem, exceção, irregularidade, desvio, desorganização, caos, desarranjo, perturbação, desregulação
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Filosófico
Refere-se ao conceito grego de "lei humana" ou "convenção", em oposição à physis (a natureza essencial das coisas). Esse dualismo explora a tensão entre normas sociais criadas pelo homem e as leis naturais imutáveis. Os sofistas, como Protágoras, argumentavam que o nomo varia entre sociedades, não sendo universal como a physis.
Sentido Histórico-Administrativo
Designa uma divisão territorial no Antigo Egito, equivalente a um distrito ou província, governado por um nomarca. Estes governantes regionais detinham poder militar, judicial e econômico, e sua influência foi crucial durante os períodos de fraqueza do governo central faraônico.
Sentido Musical
Na música da Grécia Antiga, um nomo era uma composição melódica estruturada e formalizada, regida por convenções rígidas para um instrumento específico, especialmente a cítara ou aulós. Considerava-se que tinha origem divina e servia para preservar tradições musicais. O poeta e músico Píndaro compôs nomos célebres.
Sentido Político-Antropológico
Aborda a noção de que a lei e a ordem social são construções humanas, não derivadas de deuses ou da natureza. Este sentido enfatiza que o nomo é um pacto social mutável, fundamento da organização coletiva e da autoridade legítima. A tragédia Antígona, de Sófocles, dramatiza este conflito entre o nomo do estado (de Creonte) e leis divinas não escritas.
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