Significado de pérfido
Explore os principais sentidos da palavra 'pérfido', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que age com traição ou deslealdade, quebrando a confiança depositada.
- adj.Que demonstra falsidade ou má-fé nas intenções.
- adj.Caracterizado pela perfídia, engano deliberado.
- adj.Que engana de forma sorrateira e covarde.
- adj.Indivíduo ou ato que viola um pacto ou promessa de modo consciente.
Etimologia:
A palavra "pérfido" vem do latim perfidus, formada pela junção do prefixo per-, indicando "completamente" ou "de modo intensivo", e fidus, que significa "fiel", ou seja, literalmente "infiel" ou "não fiel".
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Literário-Clássico
Na tragédia e na épica, o personagem pérfido é aquele que, como um antagonista, comete traições que desencadeiam conflitos dramáticos. Sua perfídia é um motor narrativo para a desgraça do herói.
Exemplo: O conde Ugolino, na "Divina Comédia" de Dante, é punido no Inferno por sua traição, mas também relata a traição pérfida do arcebispo Ruggieri que o condenou à morte por fome.
Sentido Político-Diplomático
Refere-se à violação intencional de acordos, alianças ou tratados entre Estados ou facções políticas, onde a quebra de confiança é estratégica.
Exemplo: O Pacto Germano-Soviético de 1939, em que Hitler e Stalin concordaram com a não-agressão, mas a Alemanha nazista quebrou-o perfidamente ao invadir a União Soviética em 1941.
Sentido Psicológico-Relacional
Descreve um padrão de comportamento interpessoal em que um indivíduo sistematicamente manipula e trai a confiança íntima para benefício próprio, causando dano emocional profundo.
Exemplo: Um parceiro que, durante anos, mantém uma vida dupla e elaborada, explorando a confiança do outro para encobrir infidelidades ou desfalques financeiros.
Sentido Jurídico-Moral
Caracteriza uma agravante na avaliação de uma conduta ilícita, quando o agente se vale de uma relação de confiança ou dependência preexistente para cometer o delito.
Exemplo: Um procurador de bens que, aproveitando-se dos plenos poderes concedidos por um idoso, vende seus bens em benefício próprio, configurando um ato pérfido perante a lei.
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