Significado de surripianço
Explore os principais sentidos da palavra 'surripianço', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Ato ou efeito de surripiar; furto de pequeno valor ou de forma dissimulada.
- s.m.(Brasil, informal) Roubo, furto, geralmente de pequena monta.
- s.m.(Por extensão) Apropriação indevida de qualquer coisa, material ou imaterial.
- s.m.(Figurado) Ação de obter algo de maneira sorrateira ou astuta.
- s.m.(Regionalismo) Sinônimo de gatunagem, pilhagem leve.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Jurídico-Social
Refere-se a uma categoria específica de crime contra o patrimônio, caracterizada pela subtração de coisa alheia móvel de pequeno valor ou de forma furtiva, sem violência ou grave ameaça. Distingue-se do roubo pela ausência de elementos de coação e, em muitos ordenamentos, pode ter penas atenuadas.
Exemplo: Na legislação penal brasileira, o "furto" (art. 155) abrange o conceito de surripianço, sendo qualificado como "furto simples" quando não há agravantes.
Sentido Psicológico-Comportamental
Descreve um padrão de comportamento caracterizado pela tendência a tomar pequenas coisas alheias, muitas vezes justificado pelo agente como algo sem importância ou como um "empréstimo" não autorizado. Pode estar associado a um transtorno de controle de impulsos (como a cleptomania) ou a uma racionalização de atos antiéticos.
Exemplo: O personagem de "Os Irmãos Karamazov", de Dostoiévski, que discute como pequenos furtos podem ser o início de uma degradação moral.
Sentido Cultural-Regional
No contexto do português brasileiro, a palavra carrega uma carga coloquial e regional, sendo mais comum em certas áreas ou em registros literários que buscam capturar a fala popular. Seu uso evoca não apenas o ato em si, mas uma atmosfera de malandragem ou esperteza típica de narrativas urbanas.
Exemplo: É um termo frequentemente encontrado em crônicas de autores como Rubem Braga ou Stanislaw Ponte Preta, descrevendo pequenos episódios da vida carioca.
Sentido Econômico-Informal
Designa uma prática comum em economias informais ou de subsistência, onde a apropriação de pequenos recursos (como frutas de uma árvore na calçada, material de construção não vigiado) é socialmente tolerada ou vista como um mecanismo de ajuste perante desigualdades. O termo delimita uma fronteira tênue entre o crime e o costume socialmente aceito em certos contextos.
Exemplo: A coleta de lenha em terras não cercadas ou o "surripianço" de ferramentas em um canteiro de obras compartilhado, práticas documentadas em estudos de antropologia econômica.
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