Significado de diabrete
Explore os principais sentidos da palavra 'diabrete', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Ser mitológico ou folclórico de pequena estatura e natureza travessa, frequentemente associado ao demônio em escala menor.
- s.m.Pessoa, geralmente criança ou jovem, que apresenta comportamento arteiro, irreverente ou malicioso.
- s.m.Objeto, mecanismo ou dispositivo que causa aborrecimento por ser complicado, engenhoso ou de difícil manejo.
- s.m.Designação afetiva ou lúdica para alguém esperto e vivo, mas sem intenção malévola.
- s.m.Pequeno demônio representado em contos, lendas ou representações artísticas.
Etimologia:
Diabrete é um diminutivo de diabo, que vem do latim diabolus, por sua vez originado do grego diábolos, que significa "aquele que divide" ou "caluniador".
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Folclórico-Cultural
Refere-se a uma entidade presente no imaginário popular, especialmente em tradições como a portuguesa e a brasileira, onde o diabrete atua como um ser sobrenatural menor, mais brincalhão que maligno.
Exemplo: Na lenda do Saci-Pererê, a figura é um diabrete de uma perna só que prega peças em viajantes e esconde objetos.
Sentido Psicológico-Comportamental
Descreve um aspecto da personalidade caracterizado pela impulsividade, astúcia e tendência para a transgressão leve, sem gravidade moral.
Exemplo: Um professor pode referir-se a um aluno particularmente inteligente e perturbador como "o meu diabrete", reconhecendo sua esperteza mas não maldade.
Sentido Tecnológico-Prático
Aplica-se a dispositivos, softwares ou situações técnicas que, pela sua complexidade, comportamento imprevisível ou natureza intricada, causam frustração a quem os opera.
Exemplo: Um programador pode chamar um bug persistente e de difícil resolução de "um verdadeiro diabrete".
Sentido Literário-Artístico
Designa uma figura arquetípica usada em narrativas para representar o princípio da travessura, do caos controlado ou da tentação em pequena escala, servindo como contraponto humorístico ou moral.
Exemplo: No romance "O Mestre e a Margarida", de Mikhail Bulgakov, o gato Behemoth atua como um diabrete ao lado do séquito de Voland.
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