Significado de recunhar

Explore os principais sentidos da palavra 'recunhar', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • v. tr. direto.Cunhar novamente, estampar ou gravar um novo cunho em (moeda, medalha ou selo).
  • v. tr. direto. Figurado.Dar nova forma ou expressão a (algo já estabelecido); reformular.
  • v. tr. direto.Por extensão. Repetir o ato de cunhar; bater novamente o metal para imprimir relevo.
  • v. tr. direto.Produzir (termo ou expressão) já existente, como se fosse novo; recriar linguisticamente.
  • v. tr. direto.Na numismática, reabilitar uma moeda desgastada por meio de nova cunhagem.

Etimologia:

De origem incerta, possivelmente derivada do latim vulgar *recuniare, relacionado a "cunhar", que significa marcar uma moeda, com o prefixo re- indicando repetição ou intensidade.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Econômico

Refere-se à prática de reemitir moeda com novo desenho ou valor, geralmente para corrigir desgaste, alterar padrão monetário ou combater falsificações.

Exemplo: O governo decidiu recunhar as moedas de prata para retirá-las de circulação e substituí-las por ligas mais baratas.

Sentido Histórico

Ação de reutilizar um cunho antigo para produzir moedas em períodos de escassez de metal ou de crise administrativa, comum na Roma Antiga e na Idade Média.

Exemplo: Durante o reinado de Constantino, moedas de imperadores anteriores foram recunhadas com seu perfil para economizar recursos.

Sentido Linguístico

Processo de criar um neologismo a partir de uma palavra já existente, alterando-lhe o sentido ou a forma, sem seguir a etimologia original.

Exemplo: O autor recunhou o termo “desacontecer” para designar o apagamento de memórias em seu romance.

Sentido Filosófico

Ato de revisitar e reformular conceitos fundamentais, dando-lhes nova interpretação sem abandonar sua estrutura básica.

Exemplo: O filósofo recunhou a noção de “vontade de potência” ao aplicá-la à estética contemporânea, deslocando seu sentido original nietzschiano.

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