Significado de vergonhoso
Explore os principais sentidos da palavra 'vergonhoso', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que causa ou sente vergonha; que é passível de censura.
- adj.Que desonra ou envergonha a pessoa a quem se refere.
- adj.Indigno, desprezível; contrário à moral ou aos bons costumes.
- adj.Que demonstra falta de decoro ou de dignidade.
- s.m.Aquilo que é motivo de vergonha; o que é censurável.
Etimologia:
Vergonhoso deriva do latim vulgar verginōsus, formado a partir de verginia (vergonha) e o sufixo -osus, que indica abundância ou posse de qualidade, significando "cheio de vergonha" ou "propenso a sentir vergonha".
Sinônimos (sentido comum):
desonroso, humilhante, embaraçoso, indigno, deplorável, constrangedor, vergonhento, escandaloso, infame, reprovável
Antônimos (sentido comum):
honrado, digno, nobre, respeitável, ilustre, honesto, admirável, meritório, honroso, louvável
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicossocial
Refere-se à experiência subjetiva de humilhação ou constrangimento intenso perante um grupo, afetando a autoimagem e o pertencimento social. O exemplo da personagem Capitu, em Dom Casmurro, ilustra a vergonha social associada à suspeita de adultério numa sociedade patriarcal.
Sentido Jurídico-Moral
Designa condutas ou situações que violam padrões éticos ou legais, podendo acarretar sanções formais ou informais. A condenação por corrupção ativa é considerada um ato vergonhoso que macula a reputação pública do agente e pode levar à inelegibilidade.
Sentido Antropológico-Ritual
Atua como mecanismo de controle social em comunidades tradicionais, onde a exposição pública de um delito gera exclusão temporária ou permanente. Em algumas culturas indígenas, o constrangimento ritualizado serve para restabelecer a coesão grupal após uma transgressão.
Sentido Filosófico-Existencial
Surge do conflito entre o "eu real" e o "eu ideal", conforme explorado por Jean-Paul Sartre, onde o olhar do outro objetifica o sujeito, revelando-lhe uma falha em sua autonomia projetada. O momento de ser flagrado em um ato mesquinho evidencia essa fratura na autoimagem.
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