Significado de concubina
Explore os principais sentidos da palavra 'concubina', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Mulher que vive em concubinato; amásia.
- s.f.Em sociedades poligâmicas, mulher que coabita com um homem, mas com status inferior ao da esposa oficial.
- s.f.Pessoa em união estável não formalizada pelo casamento civil ou religioso.
- s.f.Na história ocidental, companheira de um homem, sem os direitos legais da esposa.
- s.f.Em contextos jurídicos antigos, mulher em união de fato reconhecida socialmente, mas sem vínculo matrimonial.
Etimologia:
Concubina vem do latim concubīna, que significa “mulher que convive com um homem sem casamento formal”, formada pela junção de cum, “com”, e cubāre, “deitar-se”.
Sinônimos (sentido comum):
amante, companheira, parceira, esposa paralela, mulher de fato, concubinado, consorte, cônjuge informal, companheira estável, namorada
Antônimos (sentido comum):
esposa, mulher legítima, esposa legal, cônjuge, esposa oficial, mulher formal, consorte, esposa reconhecida, esposa legítima
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico
Refere-se à figura socialmente reconhecida em diversas civilizações antigas, como na China imperial ou no Império Romano, onde mulheres mantinham relações estáveis com homens de status superior, sem os privilégios legais da esposa legítima.
Exemplo: As concubinas dos imperadores chineses da Dinastia Qing viviam no palácio em um sistema hierárquico rigoroso, podendo gerar filhos herdeiros, mas sem acesso ao título de imperatriz.
Sentido Jurídico-Social
Designa uma relação conjugal de fato que, em muitos ordenamentos jurídicos modernos, gerou debates sobre direitos patrimoniais e sucessórios, especialmente antes do reconhecimento das uniões estáveis.
Exemplo: No Brasil, até a Constituição de 1988, as "companheiras" em uniões não formalizadas pleiteavam direitos através de ações baseadas no conceito de concubinato, muitas vezes enfrentando limitações legais.
Sentido Literário-Simbólico
Na literatura, a personagem da concubina frequentemente representa a transgressão das normas sociais, a vulnerabilidade feminina ou a crítica à hipocrisia moral das elites.
Exemplo: No romance "A Concubina de Verão" de Joyce Carol Oates, a personagem Alma representa a mulher cuja existência é definida por sua subordinação a um homem poderoso, simbolizando a mercantilização das relações afetivas.
Sentido Antropológico-Estrutural
Refere-se a uma instituição social que opera como um mecanismo de organização familiar e transmissão de patrimônio em sociedades poligâmicas, onde a concubina ocupa uma posição intermediária entre a esposa e a amante.
Exemplo: Em certas sociedades africanas pré-coloniais, como no Reino do Daomé, as concubinas do rei podiam acumular riquezas e influência, mas sua prole não tinha prioridade na sucessão real em comparação com os filhos das esposas oficiais.
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