Significado de atarefar
Explore os principais sentidos da palavra 'atarefar', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- v.t.Ocupar alguém com tarefas, trabalho ou afazeres.
- v.t.Causar preocupação, inquietação ou agitação mental.
- v.prnl.(atarefar-se) Ocupar-se intensamente com tarefas ou afazeres.
- v.prnl.(atarefar-se) Preocupar-se excessivamente com algo.
Etimologia:
A palavra "atarefar" deriva do árabe hispânico taref, que significa "ocupação" ou "tarefa", e foi incorporada ao português com o sentido de ocupar-se intensamente com tarefas ou afazeres.
Sinônimos (sentido comum):
ocupar, empenhar, envolver, comprometer, sobrecarregar, incumbir, carregar, demandar, sobrepor, dedicar
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se ao estado mental de sobrecarga cognitiva e emocional, onde a multiplicidade de tarefas gera ansiedade e dispersão da atenção.
Exemplo: A personagem Bentinho, em "Dom Casmurro" de Machado de Assis, atarefa-se constantemente com ciúmes e conjecturas sobre Capitu.
Sentido Sociolaboral
Descreve a dinâmica de acúmulo de atividades no contexto de trabalho, frequentemente associada a demandas excessivas e precarização, que levam à intensificação laboral.
Exemplo: A rotina de um trabalhador de plataforma digital, atarefado por algoritmos que gerenciam e multiplicam entregas sem intervalo.
Sentido Doméstico-Cotidiano
Aborda a gestão e execução das múltiplas tarefas rotineiras e de cuidado não remunerado, tradicionalmente associadas à esfera privada e ao trabalho reprodutivo.
Exemplo: A organização logística diária de uma pessoa que coordena limpeza, compras, preparo de refeições e cuidados com filhos ou familiares.
Sentido Filosófico-Existencial
Alude à condição humana de se encontrar perpetuamente imerso em atividades, como um mecanismo de distração ou fuga diante da consciência da finitude ou do vazio.
Exemplo: A crítica de Blaise Pascal ao "divertissement", onde o homem se atarefa para evitar pensar em sua condição.
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