Significado de consignar
Explore os principais sentidos da palavra 'consignar', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- v.Registrar ou inscrever algo de forma oficial em documento ou sistema.
- v.Destinar ou entregar algo a alguém, especialmente valores ou bens.
- v.Atribuir ou creditar algo a alguém, como um mérito ou responsabilidade.
- v.Enviar mercadorias para venda em regime de consignação.
- v.Confiar algo a alguém para guarda ou execução.
Etimologia:
Consignar provém do latim consignare, composto por con- (junto) e signare (marcar, assinar), que significa marcar conjuntamente, assinalar, registrar.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Econômico-Comercial
Refere-se à prática de entregar mercadorias a um estabelecimento para venda, sem transferência imediata de propriedade, sendo o pagamento efetuado apenas após a comercialização. Um exemplo concreto são as livrarias que aceitam livros usados em consignação, pagando ao proprietário uma percentagem quando estes são vendidos.
Sentido Jurídico-Administrativo
Designa o ato formal de registrar um direito, um contrato ou uma transação em um registro público para dar publicidade e validade perante terceiros. Por exemplo, a consignação de pagamento em juízo, quando um devedor deposita o valor devido em tribunal para liberar-se da obrigação perante um credor remisso.
Sentido Social-Ritualístico
Envolve a ação de confiar simbolicamente algo (como uma memória, um legado ou um objeto significativo) a uma pessoa, instituição ou ao futuro, como parte de um ritual de passagem ou de preservação cultural. Um exemplo é a consignação de cinzas de um falecido no mar, ato que materializa o cumprimento de sua última vontade.
Sentido Literário-Filosófico
Refere-se ao ato de atribuir um significado, uma ideia ou uma obra a um contexto específico, fixando sua interpretação ou destinando-a a um fim particular. Na obra "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, o narrador consigna suas reflexões e experiências à posteridade, destinando seu relato crítico aos leitores futuros.
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